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quarto de hotel - fao/08
PARTE UM DE DOIS
Aves, alhures, serafins
Que pouse aos ombros
Sobre a mesa o maço, o lenço
Bijuterias, nós de dedos
Assento o copo, quisera d`água, sobre a mesa
milhares de marcas sobre essa, mesma
As mãos medem veias, tesas, esse mapa
difundo, difuso, flui em metáforas morenas
Cego ilustro
Esse trovão calmo e longínquo
Desejo da dispersão
( e se eu me apaixonar e todas as pétalas ferruginosas e
cheias de um prazer infantil me tocarem e no mastigar
essas soltarem sendas doces, de um brilho escuso, e fazer
aquecer a tempestade do meu sangue
muito sereno e elétrico
ao mesmo tempo
do desejo dos beijos? )
Parte dois de dois
Porque é esse estigma, essa coloração, esse ímpeto
absurdo em saber razão
se pondera
joga seu joelho na leva, ressente e ainda presente
observa
o lábio ruivo, os pelos tantos e do momento
a qualquer face, o enquanto
qualquer palavra é
da boca, solta, não volta mais
pra esse esqueleto, lasso, que não sabe
o vôo
fao/08
posted by FAO CARREIRA 7:42 PM
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