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Quinta-feira, Setembro 24, 2009

 

a prostituta - fao/96




AMOR NÃO SE PLANTA EM VASO



Dois dedos de esquina

Quimera era uma fruta fria
e o medo de mostrar a pele detalhe
da luz


os dentes sujos da tinta do vinho

O sexo em desalinho
como convêm

Sol com a luz do poste

Às vezes meus olhos ficam cheios
e sujos imundos
é quando vou pintar
desembaçador de pára-brisa


São seus dois brincos cor de tinta

Carimbo de mordida faz desenho
quase nada no que eu faço e

da saudade não se cobra o cento.



fao/09




posted by FAO CARREIRA 10:36 PM

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Quinta-feira, Setembro 10, 2009

 



OU NO PALÁCIO DOS INGÊNUOS



Iluminando um isto
Algum adjetivo perdido no seu jeito

Da draga dos olhos
Fazer por onde
Um cravo brando uma beirada sem canto
seu lento alento andar

Piegas até a última gota
o mínimo dos milímitros
retendo água e sorrisos do infinito
cansado de chegar

Um pouco
um pouquinho das estrelas
Suficientes pra encher sua bolsa de vaidades

Como se a noite fosse vaga
pras lágrimas estacionarem
uma a uma
Devagar


fao/09





posted by FAO CARREIRA 1:10 AM

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