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a prostituta - fao/96
AMOR NÃO SE PLANTA EM VASO
Dois dedos de esquina
Quimera era uma fruta fria
e o medo de mostrar a pele detalhe
da luz
os dentes sujos da tinta do vinho
O sexo em desalinho
como convêm
Sol com a luz do poste
Às vezes meus olhos ficam cheios
e sujos imundos
é quando vou pintar
desembaçador de pára-brisa
São seus dois brincos cor de tinta
Carimbo de mordida faz desenho
quase nada no que eu faço e
da saudade não se cobra o cento.
fao/09
posted by FAO CARREIRA 10:36 PM
OU NO PALÁCIO DOS INGÊNUOS
Iluminando um isto
Algum adjetivo perdido no seu jeito
Da draga dos olhos
Fazer por onde
Um cravo brando uma beirada sem canto
seu lento alento andar
Piegas até a última gota
o mínimo dos milímitros
retendo água e sorrisos do infinito
cansado de chegar
Um pouco
um pouquinho das estrelas
Suficientes pra encher sua bolsa de vaidades
Como se a noite fosse vaga
pras lágrimas estacionarem
uma a uma
Devagar
fao/09
posted by FAO CARREIRA 1:10 AM
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